Economia
"Não podemos dar dinheiro só porque as pessoas levantam o dedo". Montenegro lembra necessidade de controlar apoios
Luís Montenegro garante que o processo de distribuir apoios a quem mais necessita após as tempestades está a ser "rápido e ágil", lembrando contudo a necessidade de existir um "controlo mínimo" na distribuição das verbas.
“Tem de haver um controlo mínimo, não podemos dar dinheiro a toda a
gente só porque as pessoas levantam o dedo”, lembrou, justificando a necessidade de pedir registos e vistorias dos estragos. Uma das causas do atraso tem sido, no preenchimento dos formulário,
a inclusão do NIB, o número de identificação bancário, que nem todas as
pessoas sabem e que tem depois de ser verificado, revelou Luís
Montenegro.
O processo “é rápido, é ágil, queremos que seja ainda mais ágil, com um controlo mínimo”, garantiu.
“Não pode haver um automatismo completo”, referiu ainda.
“Se
não tivermos capacidade de compreender isto, sinceramente, não temos
capacidade de saber o que é gerir recursos públicos que são de todos,
com rigor e sentido de justiça”, acrescentou.
Luís Montenegrodisse que as decisões quanto aos apoios “foram tomadas muito rapidamente”, num tempo “nunca antes alcançado”.
O
país exige simplificação na atribuição da ajuda “e o governo está a dar
passos muito fortes nesse sentido”, garantiu ainda, referindo que o
montante financeiro necessário “está disponível”, tendo sido dada ordem
aos serviços para responderem rapidamente aos pedidos.
“Além
disso foram criados espaços do cidadão, incluindo espaços móveis a
percorrer as zonas mais atingidas, para ajudar as pessoas a preencher os
formulários e a levar até ao final a pretensão de obter a ajuda”,
referiu, atribuindo eventuais atrasos aos “constrangimentos que o
processo ainda assim tem”.
Declarações à saída da reunião para a cerimónia de tomada de posse dos presidentes das várias Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional de todo o país, que decorreu em Évora.
O primeiro-ministro mostrou-se tranquilo face às críticas dos autarcas
esta sexta-feira, quanto aos apoios à recuperação das zonas mais
afetadas pelas tempestades que atingiram o país entre o fim de janeiro e
o início de fevereiro.
Montenegro considerou que este é o momento certo para estudar a estratégia para o país, de forma “a servir os portugueses, evitando ruído à volta de desígnios que estão em execução”, incluindo sobre a descentralização e proximidade de serviços.
A Administração central está mais próxima do que antes, afirmou o primeiro-ministro.